Fábio dos Santos, de 53 anos, participava de uma atividade facultativa, destinada a agentes voluntários. Segundo o boletim de ocorrência, ele havia concluído duas atividades físicas, uma corrida e uma dinâmica chamada “ponto a ponto”, e estava em um intervalo para alimentação e uso do banheiro.

Quando os participantes foram chamados para a etapa seguinte, Fábio se levantou e comentou com um colega que sua coluna havia travado e que sentia dores nas costas. Em seguida, apoiou-se e caiu desacordado.

Um guarda municipal que estava no local iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Fábio foi colocado em uma viatura e levado ao Pronto-Socorro do Hospital São Miguel, em um trajeto que durou cerca de cinco minutos. No hospital, as equipes médicas realizaram novas tentativas de reanimação, mas o óbito foi constatado às 10h06.

De acordo com os depoimentos registrados pela Polícia Civil, os guardas que estavam no treinamento disseram não ter conhecimento de doenças preexistentes da vítima.

A esposa de Fábio, Denise de Avila Santos, também afirmou que não sabia de diagnósticos de problemas cardíacos, hipertensão ou diabetes. Segundo ela, os exames de rotina realizados pelo marido no ano anterior não haviam apresentado alterações relevantes.

Ela relatou, porém, que Fábio havia ajudado em uma mudança dias antes, carregando objetos pesados, como um fogão e uma geladeira. Depois disso, passou a reclamar de dores no corpo e no braço e a tomar analgésicos e relaxantes musculares, possivelmente Tandrilax, segundo a mulher.

A esposa também contou que o guarda associava parte das dores ao uso prolongado de armamento pesado, em posição fixa, durante o serviço na semana anterior. Segundo o relato, ele estava animado para participar do treinamento e tinha mais de 20 anos de trabalho na corporação.

O caso foi registrado pelo 24º Distrito Policial como morte suspeita — morte súbita, sem causa determinante aparente. A Polícia Civil requisitou exames necroscópicos e toxicológicos ao Instituto Médico-Legal (IML) para esclarecer a causa da morte.

O g1 procurou a Prefeitura de São Paulo e aguarda posicionamento.

Source: G1

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