Um funcionário da TIM foi preso nesta quarta-feira (4), em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, suspeito de usar o acesso aos sistemas da operadora para derrubar linhas telefônicas de clientes e repassar informações a uma quadrilha de golpistas do Rio Grande do Sul.

Segundo a Polícia Civil, Wilian Aliano seria responsável pelo chamado SIM swap, procedimento que transfere um número de telefone para outro chip.

As investigações começaram em dezembro do ano passado, quando policiais descobriram uma invasão à conta corporativa de um funcionário de um banco público de fomento no Rio Grande do Sul:

"A partir daí, conseguiu redefinir a senha do email funcional dele. o segundo fato de autenticação era o telefone celular. Ele entrou no acesso ao banco, ali conseguiu invadir acessos mais privilegiados e tentaram efetuar saques de valores, mas foram impedidos", explicou a delegada Isadora Galian, responsável pela investigação.

Polícia prendeu funcionário da Tim por repassar informações de celular de vítima a golpistas — Foto: Reprodução/TV Globo

A investigação aponta que cerca de 120 linhas foram comprometidas por William, e que as informações eram repassadas a criminosos de outros estados.

Com o controle do número, os golpistas podiam receber códigos de autenticação enviados por SMS, acessar contas vinculadas ao celular e redefinir senhas.

A irmã de Wilian, Yasmin Aliano, também foi presa no Rio. Os dois foram levados para a sede da Polícia Civil, no Centro.

Manipulação de mandados

Irmã de William também foi presa — Foto: Reprodução/TV Globo

A polícia também investiga a suspeita de que a quadrilha oferecia um serviço clandestino para dificultar a localização de mandados de prisão no Banco Nacional de Mandados de Prisão.

Segundo os investigadores, os mandados não eram apagados. Os criminosos alterariam critérios de pesquisa, como o nome da pessoa procurada, para impedir que o registro aparecesse nas buscas. Um novo inquérito foi aberto para apurar como o esquema funcionava.

Wilian e Yasmin devem responder, segundo a polícia, por invasão de dispositivo informático, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A TIM, em nota, afirmou que repudia qualquer prática ilícita e reforçou que adota padrões rigorosos de ética, integridade e segurança nas operações. A empresa ainda disse que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Source: G1

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