Fumaça prejudica voos de aviões do Ibama e helicóptero é convocado para conter chamas no Pará

Aeronaves enfrentam problemas de visibilidade durante os lançamentos de água. Aviões de combate a incêndios que estavam na cidade foram deslocados para reforçar operação em Alter do Chão.


  • A fumaça de incêndios no Pará reduziu a visibilidade e prejudicou voos de aviões do Ibama. Um helicóptero foi convocado para ajudar no combate às chamas.

  • Parte dos aviões que combatia o fogo em Mojuí dos Campos foi deslocada para conter o avanço do incêndio na área de preservação de Alter do Chão.

  • O remanejamento eleva o desafio em Mojuí dos Campos. A estiagem na bacia amazônica expõe bancos de areia nos rios e facilita a propagação do fogo.

Aviões ajudam no combate às queimadas na região oeste, no PA

Aviões ajudam no combate às queimadas na região oeste, no PA

A intensa fumaça provocada pelos incêndios florestais no oeste do Pará passou a dificultar o trabalho aéreo de combate às queimadas. Em Mojuí dos Campos, a densa névoa reduziu drasticamente a visibilidade dos pilotos, prejudicando os lançamentos de água feitos pelos aviões do modelo Air Tractor. Diante das condições adversas, um helicóptero foi integrado à operação para reforçar os sobrevoos de mapeamento e contenção do fogo.

Esta é a visão dos pilotos que atuam no combate aos incêndios florestais no oeste do Pará. — Foto: Divulgação: Ibama

A frota de aeronaves contratada pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está mobilizada na região desde o último sábado. Imagens aéreas gravadas pelas equipes mostram o tamanho da destruição na floresta: imensas áreas de vegetação completamente cinzas, focos de fogo ativos e colunas gigantes de fumaça subindo em direção à atmosfera.

Avião lança água sobre focos de incêndio florestal em Mojuí dos Campos. — Foto: Divulgação: Ibama

O planejamento das equipes precisou ser alterado com urgência após o avanço do incêndio que atingiu a área de preservação ambiental em Alter do Chão. Parte dos aviões agrícolas que atuava no combate ao fogo em Mojuí dos Campos foi deslocada às pressas para dar suporte aos brigadistas e bombeiros que lutam para salvar a savana.

Esse remanejamento de aeronaves aumenta o desafio para os profissionais que permanecem em solo em Mojuí dos Campos, onde os focos de incêndio ainda exigem atenção constante. Além do perigo do fogo, a fumaça acumulada representa um grande risco para a segurança dos pilotos durante as manobras de voo baixo.

As imagens feitas pelas tripulações das aeronaves também revelam o impacto extremo da estiagem na bacia amazônica.

Do alto, é possível ver extensos bancos de areia expostos no leito dos rios que cortam a região.

Com a umidade do ar muito baixa e a mata completamente ressecada, qualquer fagulha se transforma rapidamente em um grande incêndio florestal, exigindo um trabalho exaustivo de integração entre brigadistas, bombeiros e pilotos.

Source: G1

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