Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), os alunos ficaram sem café da manhã e receberam um almoço improvisado depois que trabalhadores terceirizados paralisaram as atividades por falta de pagamento dos salários.
Por causa dos problemas na alimentação, as aulas terminaram mais cedo na segunda-feira.
Em nota, a Delegacia do Sinteam em Parintins manifestou solidariedade aos estudantes e aos trabalhadores da escola. O sindicato apoiou a manifestação dos alunos, repudiou possíveis constrangimentos ou intimidações e afirmou que a paralisação dos terceirizados comprometeu o funcionamento da unidade.
O Sinteam afirmou ainda que cobrou providências da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) para regularizar os pagamentos aos funcionários terceirizados e garantir a continuidade das aulas em tempo integral.
A Rede Amazônica entrou em contato com a Seduc-AM para solicitar informações sobre a situação, mas até a última atualização desta reportagem não havia recebido resposta.
A falta de merenda também afeta a Escola Estadual de Tempo Integral Professor Raimundo Benedito Costa, em Boa Vista do Ramos. Segundo relatos de pais de alunos, o problema fez a unidade passar a funcionar apenas em meio período.
A Escola Estadual de Tempo Integral (EETI) atende 225 estudantes durante o dia e também oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite.
Ainda conforme os relatos, a empresa responsável pelo fornecimento da merenda teria informado que não recebeu repasses do governo estadual.
A escola passou recentemente por uma reforma e ficou mais de um mês sem funcionar, segundo informações da Rede Amazônica. As aulas foram retomadas cerca de uma semana antes do segundo turno das eleições.
Em Benjamin Constant, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) iniciou um procedimento administrativo para apurar possíveis falhas no fornecimento de merenda escolar e de água potável aos alunos do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Aristélio Sabino.
A apuração começou após um pedido do Sinteam, em fevereiro deste ano. De acordo com relatos recebidos pelo MPAM, estudantes estariam levando alimentos de casa para compartilhar com colegas porque a alimentação fornecida pela escola seria insuficiente.
O Ministério Público solicitou esclarecimentos à Seduc-AM, à Coordenadoria Regional de Educação e à direção da escola.
Segundo o MPAM, os órgãos ainda não haviam informado a quantidade de refeições servidas, os cardápios, como os alimentos são entregues e armazenados, os contratos de fornecimento e as medidas adotadas para garantir água potável aos estudantes.
O MPAM afirmou que realizará uma inspeção na escola para verificar as condições da cozinha, da despensa e do refeitório, além da conservação dos alimentos e da correspondência entre o cardápio previsto pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e as refeições servidas.
O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) também será acionado e deverá fornecer informações sobre fiscalizações realizadas e sobre o acompanhamento do programa de alimentação escolar.
Estudantes protestam contra falta de merenda em Parintins. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
"Queremos nossa alimentação!" diz cartaz de aluna manifestante em Parintins. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Source: G1
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