Estado e Vigilância Sanitária apuram suspeita de surto após mortes no setor de hemodiálise do CHS em Sorocaba

Dois pacientes que estavam internados no setor morreram, mas as causas das mortes ainda não foram divulgadas. Coletas de amostrar estão sendo feitas no local para ivestigar o ocorrido.


  • A Vigilância Sanitária e a Secretaria da Saúde investigam um possível surto de infecção na hemodiálise do CHS, em Sorocaba.

  • A Secretaria estadual acionou a gestão do hospital para adotar medidas de controle. O órgão apura dois óbitos no setor e informou que não há novos casos.

  • Denúncias enviadas à Câmara Municipal apontam que pacientes do 3º turno apresentaram tremores e bacteremia. A suspeita é de falha no reprocessamento ou contaminação da água.

  • Um ofício enviado à Vigilância Sanitária solicita a coleta imediata de amostras de água e saneantes. O documento também pede a verificação de prontuários e fichas.

Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) é referência em captação de órgãos — Foto: Reprodução/TV TEM

A Vigilância Sanitária e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) investigam um possível surto de infecção no setor de hemodiálise do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Dois pacientes que passavam por tratamento no local morreram, mas as causas das mortes não haviam sido divulgadas até esta terça-feira (3).

Segundo a SES, a denúncia é apurada e a entidade gestora do CHS já foi acionada para adotar medidas de controle e segurança.

"Até o momento, não há registro de novos casos suspeitos relacionados à ocorrência. A investigação inclui as circunstâncias dos dois óbitos mencionados. A Secretaria adotará todas as providências cabíveis após o término da apuração", informou a pasta em nota.

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Conforme as denúncias recebidas pela Câmara Municipal de Sorocaba, pacientes do terceiro turno de hemodiálise apresentaram tremores e sintomas compatíveis com bacteremia durante ou logo após as sessões.

A principal hipótese levantada por profissionais do setor aponta para uma falha no reprocessamento dos dialisadores ou a contaminação da água utilizada no procedimento.

Diante da gravidade dos fatos, o ofício encaminhado à Vigilância Sanitária solicita a coleta imediata de amostras da água e dos produtos saneantes em uso no hospital.

O documento pede ainda a verificação das fichas de reprocessamento e a conservação de prontuários e cepas bacterianas isoladas para posterior análise e perícia.

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Source: G1

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