Diarista diz que perdeu clientes após posts em apoio a Lula nas eleições: 'Retaliação'
Segundo a trabalhadora, os clientes eram da mesma família e dispensaram seus serviços depois que ela comemorou a vitória do presidente nas redes sociais. Caso foi relatado em reportagem da TV Anhanguera.
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A diarista Ana Miranda perdeu 3 clientes de uma família após postar apoio a Lula nas eleições de 2026. Ela relatou o caso após sua dispensa.
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Antes da votação, uma das clientes perguntou sobre a posição política de Ana. Na ocasião, a trabalhadora evitou responder diretamente à pergunta.
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O caso ocorreu entre 85 denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo MPT em Goiás. 9 queixas envolvem uma psicóloga do estado.
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O MPT explicou que empregadores podem agir de forma "punitiva" após eleições. Práticas discriminatórias podem resultar em processos na Justiça do Trabalho.
Denúncias de assédio eleitoral chegam a 85 em Goiás
A diarista Ana Miranda relatou ter perdido três clientes da mesma família após publicar mensagens nas redes sociais comemorando a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. Segundo a trabalhadora, a dispensa aconteceu depois que uma das clientes viu a publicação e informou que não precisaria mais dos serviços dela.
Em entrevista à TV Anhanguera, Ana contou que uma das pessoas para quem trabalhava já havia perguntado sobre seu posicionamento político antes da eleição. Na ocasião, ela evitou responder diretamente.
"Ela havia perguntado para mim sobre qual era o meu posicionamento. Eu dei algumas voltas e acabei não respondendo diretamente. No dia dos posts, a pessoa viu, puxou o post e já me dispensou. Falou que não ia mais precisar do meu serviço", relatou.
Ana Miranda, diarista que relata ter perdido três clientes da mesma família após comemorar a vitória de Lula nas eleições nas redes sociais — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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Assédio eleitoral após as eleições
De acordo com a reportagem, a prática de assédio eleitoral não se restringe ao período de campanha ou ao dia da votação. O Ministério Público do Trabalho explicou que, após o resultado das eleições, alguns empregadores podem entrar em uma fase chamada de "punitiva", quando colocam em prática ameaças feitas anteriormente aos trabalhadores.
Segundo o MPT, práticas discriminatórias relacionadas à preferência política podem resultar em ações na Justiça do Trabalho e pedidos de indenização por danos morais, conforme as circunstâncias de cada caso.
A instituição destacou que a escolha política de um trabalhador faz parte de sua vida privada e não deve sofrer interferência do empregador.
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Source: G1
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