Comerciantes do interior de SP vão à polícia após entrarem em 'listas de boicote' político
Denúncias foram registradas em delegacias de Piedade (SP) e Lençóis Paulista (SP) nesta terça-feira (27).
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Empreendedores do interior de São Paulo denunciam listas de boicote contra comércios de supostos eleitores do presidente reeleito Lula (PT). A movimentação começou nesta segunda-feira (26).
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Em Piedade (SP), as denúncias de ameaça e difamação foram registradas em boletins de ocorrência. Pelo menos 24 comércios foram incluídos em uma lista de boicote.
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O dono de uma lanchonete citada relatou surpresa com o vazamento do grupo. Já um proprietário de estúdio de beleza disse temer violência em seu espaço comercial.
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Em Lençóis Paulista (SP), uma comerciante denunciou perseguição coordenada em um grupo de mensagens. O grupo possuía originalmente o objetivo de apoiar carreatas políticas.
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Com mais de 600 membros, o grupo passou a pregar retaliação financeira após as eleições. O caso foi registrado na Polícia Civil como crime de difamação.
Caso foi registrado na Delegacia de Piedade (SP) — Foto: Google Maps/Reprodução
Comerciantes e microempreendedores de cidades do interior de São Paulo registraram boletins de ocorrência após terem seus estabelecimentos expostos em "listas de boicote" nas redes sociais. As mensagens foram compartilhadas em grupos de WhatsApp para incentivar perseguição comercial a locais supostamente ligados a eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em Piedade (SP), os casos foram formalizados na Polícia Civil como crimes de ameaça e difamação. Situação similar ocorreu em Lençóis Paulista (SP), onde uma empresária denunciou perseguição coordenada e ataques contra profissionais liberais e lojas da cidade.
O g1 conversou com empreendedores de Piedade, que relataram terem sido incluídos na lista chamada "Lista de Esquerda com Certeza" no grupo intitulado "Somos Direita de Piedade". Conforme a lista do grupo, pelo menos 24 comércios estariam nesta categoria do boicote.
Agora no g1
Rafael Corrêa é dono de uma lanchonete citada. O empreendedor afirma que ficou surpreso quando recebeu a notícia. "Segundo os próprios integrantes do grupo, você é classificado direita ou esquerda pelas suas postagens nas redes".
"Esse grupo está aí para dividir a população da cidade, onde direita só compra de direita e esquerda só compra de esquerda. Infelizmente nosso nome foi parar aí sem termos nunca nos expressados politicamente", lamentou.
O dono de um estúdio de beleza no município do interior também denunciou a prática do grupo.
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Denúncia em Lençóis Paulista
Em Lençóis Paulista, uma comerciante denunciou a prática do grupo com nome de “Flavio Bolsonaro LP 22”, no WhatsApp. De acordo com microempreendedora, o referido grupo teria sido criado, inicialmente, para organizar carreatas de apoio ao candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
No entanto, após o resultado das Eleições no domingo (25), os integrantes do grupo passaram a se organizar com o intuito de retaliar pessoas que, segundo eles, estariam politicamente alinhadas ao presidente reeleito Lula (PT).
Ainda segundo a própria vítima, o grupo teria mais de 600 pessoas e nas mensagens, eles teriam utilizando palavras de ordem como “o meu dinheiro esse povo não vê mais” e “que se lasquem e morram de fome”.
A denúncia foi registrada na Delegacia de Polícia Civil como crime de difamação.
Delegacia de Lençóis Paulista (SP) — Foto: Google Street View/Divulgação
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Source: G1
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