Cury, que é da região de Ribeirão Preto (SP) e vota em Colina (SP), foi candidato à Presidência da República nesta eleição. O posicionamento foi divulgado em vídeo e em nota após a confirmação do resultado do segundo turno, realizado no domingo (25).
Na nota, ele afirma que mantém a posição contra a reeleição, mas que aceita o resultado.
“Cumprimento o presidente Lula pela vitória e respeito o resultado das urnas. Mantenho minha posição contra a reeleição, porque um quarto mandato dificulta a renovação de ideias, projetos e equipes. Mas a regra está vigente e a democracia está acima de tudo”, escreveu.
Augusto Cury (Avante), candidato à presidência da República nas eleições 2026 — Foto: Érico Andrade/g1
Apelo por governo ‘para todos’
No vídeo, Cury disse que Lula deve governar “para mais de 210 milhões de brasileiros, não apenas para a esquerda, mas também para todos os eleitores da direita”.
Segundo ele, problemas como a violência contra a mulher, as dificuldades na educação e o endividamento das famílias “não têm cor partidária”.
O psiquiatra também afirmou esperar que o novo governo atue “sem a necessidade neurótica de atacar adversários”.
Cobrança na economia
Cury defendeu responsabilidade fiscal e redução dos juros. Para ele, o gasto público acima da arrecadação mantém a taxa Selic alta e aumenta o endividamento das famílias, de comerciantes e de produtores rurais.
No vídeo, sugeriu que o governo chame economistas para a equipe econômica e citou nomes como Mansueto Almeida, Fábio Barbosa, Armínio Fraga e Rafael Fonteles.
Na nota, a cobrança aparece de forma mais genérica: “Espero responsabilidade fiscal e disposição para ouvir especialistas, inclusive os que pensam diferente”.
Ele também defendeu financiamento para microempresas e mudanças na educação, com foco na valorização dos professores e na formação profissional dos jovens.
Augusto Cury (Avante) vota no 2º turno das Eleições 2026 em Colina, SP — Foto: Flávia Santucci/EPTV
Recado a eleitores insatisfeitos
Cury se dirigiu a eleitores que discordam do resultado. Ele disse que eventuais questionamentos, inclusive sobre as urnas e sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo eleitoral, devem ser feitos dentro das regras democráticas.
“Você respeita as urnas e você questiona juridicamente com todas as forças, mas dentro de todos os ditames, de todas as linhas da Constituição brasileira”, afirmou.
Segundo ele, o país “não suporta mais uma polarização e uma radicalização”.
Na nota, Cury encerra dizendo torcer, “com humildade, para que este governo acerte e o Brasil avance”.
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Source: G1
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