O conselheiro, identificado pelas iniciais S.S.O., foi preso temporariamente em setembro de 2025 e afastado da função por decisão judicial. Atualmente, ele responde em liberdade, segundo o delegado Saul Laurentino, responsável pela investigação. O outro indiciado, O.G.R.F., é primo dele.

Antônio Marcos foi morto a tiros e golpes de arma branca em uma estrada vicinal de acesso ao povoado Carlos Veloso. Na época, a Polícia Militar informou que o jovem foi surpreendido e atingido por cerca de dois tiros na cabeça, nas proximidades de uma lagoa.

Segundo Saul Laurentino, a investigação durou vários meses e reuniu provas periciais e digitais. A análise de dados extraídos de celulares apreendidos foi considerada fundamental para esclarecer a dinâmica do crime e apontar a participação dos suspeitos.

Mensagens indicaram monitoramento da vítima

De acordo com a Polícia Civil, a análise dos celulares identificou conversas entre os investigados que indicavam o monitoramento da vítima antes do homicídio, além do compartilhamento de informações sobre seus deslocamentos e sua localização.

Os investigadores também analisaram mensagens relacionadas a armas de fogo e comunicações posteriores ao crime. Um histórico de conflitos entre a vítima e um dos suspeitos também foi considerado na apuração.

Ao g1, o delegado afirmou que os elementos reunidos apontaram para uma preparação prévia do homicídio e uma atuação coordenada dos investigados.

“Os autores buscaram um lugar ermo, uma estrada vicinal do interior, que não tivesse testemunha, que não tivesse também câmeras de segurança, o que dificultou bastante o trabalho da Polícia Judiciária”, afirmou.

“Foi uma investigação complexa. Exigiu um trabalho minucioso da Polícia Civil em parceria com a Polícia Científica”, completou.

Conselheiro foi preso em setembro de 2025

Conselheiro tutelar é preso suspeito de matar jovem em cidade do Piauí

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O conselheiro tutelar foi preso em 11 de setembro de 2025, durante uma operação da Polícia Civil que cumpriu dois mandados de prisão temporária e um de busca e apreensão. Na época, a polícia informou que ele também era presidente do sindicato dos pescadores de Jardim do Mulato.

A Justiça deferiu o pedido de afastamento do conselheiro tutelar após a prisão. A investigação divulgada naquele período também apontou indícios de possível envolvimento dos dois homens em práticas relacionadas à compra de armas de fogo e ao tráfico de drogas no município.

Essas suspeitas foram mencionadas pela polícia durante a investigação, mas não se confundem com o indiciamento por homicídio informado agora.

Investigados foram denunciados pelo Ministério Público

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou os dois homens por homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. O Ministério Público ofereceu denúncia contra os dois investigados, dando início ao prosseguimento da acusação na esfera judicial.

O indiciamento representa a conclusão da autoridade policial sobre a existência de indícios de autoria e materialidade do crime. Já a denúncia é a acusação formal apresentada pelo Ministério Público à Justiça. Os investigados têm direito à presunção de inocência e à ampla defesa.

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Source: G1

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