A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, 31 anos, passou a ser procurada internacionalmente após ter o nome incluído na lista vermelha da Interpol, organização internacional de cooperação policial.

O registro de Paula na lista vermelha está disponível no site oficial da Interpol. A página apresenta informações para a identificação da mulher, incluindo imagens que mostram mudanças na aparência dela desde a época do crime.

🔴 A lista vermelha da Interpol alerta autoridades policiais de diferentes países sobre pessoas procuradas internacionalmente. O mecanismo auxilia na localização e na prisão provisória para fins de extradição ou procedimentos legais semelhantes, mas não equivale, por si só, a um mandado internacional de prisão.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a procurada.

"A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso", declarou o delegado.

Condenada por assassinato de fotógrafo no RS passa a ser procurada pela Interpol — Foto: Reprodução e Divulgação/Interpol

Fotógrafo foi morto com 19 tiros

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme a investigação, o fotógrafo foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu. Em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento por considerar que a decisão contrariava as provas do processo.

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela. O g1 procurou Martin Gross, advogado que defendeu Paula durante o júri. Ele informou que não trabalha mais no caso. A reportagem tenta entrar em contato com os advogados da foragida.

Condenada por assassinato de fotógrafo no RS passa a ser procurada pela Interpol — Foto: Divulgação/Interpol

VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Source: G1

At a glance

Topic
World
Country
🇧🇷 BR
Publisher language
PT
Added to Allnira