CNBB parabeniza Lula e diz que polarização 'não pode determinar o horizonte do próximo governo'
Entidade pede convivência fraterna e destaca políticas de garantia à saúde e combate à fome. CNBB também emitiu comunicado endereçado a todos os eleitos em 2026.
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A CNBB enviou carta nesta segunda-feira (26) parabenizando Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin pela vitória e pedindo pacificação no país.
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O documento destaca a polarização política e defende superar divergências para reconstruir caminhos de diálogo, de confiança e de convivência fraterna.
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A entidade defende a priorização de uma agenda para proteger os vulneráveis, além de políticas públicas que preservem as conquistas democráticas.
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A instituição também citou a autonomia entre a Igreja e o Estado e relembrou sua atuação em defesa da Constituição durante o período eleitoral.
Fachada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sede da entidade em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma carta nesta segunda-feira (26) em que parabeniza o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), reeleitos no domingo (25), e pede "pacificação" e "convivência fraterna" na política.
No novo comunicado, a CNBB destacou a polarização política e defendeu que as divergências devem ser deixadas de lado para "cuidar da unidade do país e reconstruir os caminhos do diálogo, da confiança e da convivência fraterna entre os brasileiros".
"A polarização que atravessou a sociedade não pode determinar o horizonte do próximo período de governo. O Brasil necessita de gestos concretos de pacificação, de respeito às diferenças e de valorização das instituições democráticas", afirma.
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O texto defende ainda a priorização de uma agenda voltada para proteção dos mais vulneráveis. Entre elas, superação da fome e da miséria, garantia de trabalho digno e do acesso à saúde.
Para a CNBB, o desenvolvimento do país não deve ser medido somente por indicadores econômicos, "mas também pela capacidade de assegurar condições dignas de existência àqueles que permanecem à margem das oportunidades e dos direitos fundamentais".
"O país precisa de políticas públicas que enfrentem seus problemas estruturais com seriedade, continuidade e responsabilidade, preservando as conquistas democráticas e promovendo a participação da sociedade na construção de soluções", defende.
Lula e Alckmin na avenida Paulista — Foto: Juan Barreto/AFP
A entidade citou ainda a autonomia entre a igreja e o Estado e a necessidade de diálogo.
A CNBB esteve no centro das manifestações nessas eleições. Durante o período eleitoral, o grupo endereçou mensagens ao eleitorado, que pregaram a defesa da Constituição Federal e defesa dos direitos humanos.
O papel foi ainda mais central diante de discussões sobre a posição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, que mobilizaram as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
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Source: G1
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