Categoria, reconhecida como Patrimônio Cultural, aponta perdas severas de renda devido à paralisação das travessias. Ofício foi encaminhado a secretarias municipais e órgãos de proteção.


Catraieiros de Alter do Chão solicitam auxílio emergencial diante da seca extrema no PA

Catraieiros de Alter do Chão solicitam auxílio emergencial diante da seca extrema no PA

A Associação dos Catraieiros de Alter do Chão protocolou um ofício direcionado a diversas secretarias da Prefeitura de Santarém e órgãos públicos solicitando o reconhecimento formal da categoria como diretamente afetada pela crise climática. O documento também cobra a concessão de um auxílio financeiro emergencial mensal para a reposição de renda dos profissionais impedidos de trabalhar em razão da fumaça densa e da seca extrema que atinge a região.

De acordo com a associação, a atividade dos catraieiros é realizada ao ar livre e depende diretamente das condições dos rios. Com a estiagem severa e a poluição atmosférica provocada pelas queimadas na região — que levou o município a decretar emergência ambiental e proibição do uso do fogo (Decreto nº 792/2026) —, as travessias e a segurança da navegação ficaram severamente comprometidas.

Seca extrema altera paisagem na vila balneária de Alter do Chão — Foto: Adriana Marinho/TV Tapajós

No documento, a categoria destaca que a necessidade de sustento não pode obrigar os trabalhadores a se arriscarem em condições inseguras ou a permanecerem expostos a índices críticos de poluição do ar. Os catraieiros lembram que são formalmente reconhecidos como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial de Santarém, por meio da Lei nº 21.490/2022, o que, segundo a entidade, reforça a urgência de medidas concretas de proteção à vida e à subsistência dos mestres dessa tradição.

Entre as principais reivindicações apresentadas ao poder público estão:

  • Reconhecimento formal dos catraieiros como trabalhadores duramente atingidos pela crise climática e pela seca;
  • Instituição de auxílio emergencial mensal até o fim do período crítico, com valor mínimo de referência equivalente a um salário mínimo por trabalhador;
  • Cadastramento conjunto dos profissionais atingidos e mapeamento das perdas financeiras;
  • Realização de reunião emergencial com secretarias municipais para definir fontes de recursos e prazos de atendimento;
  • Acompanhamento da saúde e segurança, incluindo monitoramento da qualidade do ar na vila de Alter do Chão.

A associação aguarda um posicionamento formal da Prefeitura de Santarém e dos órgãos competentes para articular o atendimento às famílias afetadas.

O g1 solicitou o posicionamento da Prefeitura de Santarém sobre as demandas apresentadas pelo catraieiros e aguarda.

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Source: G1

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