"Os laudos necroscópicos constataram que a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico, no entanto, também constataram requintes de crueldade em razão da utilização de substância inflamável", detalhou.

De acordo com a chefe da Delegacia de Homicídios, inicialmente, foi apontado que a motivação do crime teria relação com o tráfico de drogas.

"Foi verificado de forma bastante preliminar que a mulher vítima teria guardado uma substância entorpecente para um traficante da localidade e teria feito o uso desse entorpecente junto com o seu companheiro, também vítima desse homicídio."

Mas, com o andamento da apuração, a PCMG descobriu que a verdadeira motivação era outra.

"A vítima do sexo masculino teria encontrado uma carteira com o valor de R$ 60. Quando o autor, um dos investigados, foi cobrar esse valor, a vítima falou que já teria feito o uso. Então, em razão disso, eles [homem e mulher] foram espancados com uma brutalidade extrema e foram mortos logo em seguida."

A delegada explicou que o principal executor das agressões foi o dono da carteira. Outro maior ajudou na execução do crime e o terceiro incitou o grupo a carbonizar as vítimas. Já os adolescentes foram responsáveis por fazer a vigilância do local.

"Foi apurado pela Polícia Civil, após a análise dos aparelhos telefônicos, que a mulher não teve nenhum tipo de participação no desaparecimento dessa carteira, e que a morte dela se deu exclusivamente para assegurar a impunidade do grupo criminoso, ou seja, ela era testemunha dos fatos, a morte dela foi uma queima de arquivo."

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Após a conclusão da apuração, a PCMG representou pela prisão preventiva de todos os autores, mas o juiz negou os pedidos. Em seguida, o Ministério Público recorreu e conseguiu o deferimento das medidas.

A primeira prisão ocorreu em 30 de julho, a segunda em 4 de agosto e a terceira em 21 de outubro de 2026. Eles foram indiciados por homicídio qualificado, por motivação fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de corrupção de menores.

"Com relação aos adolescentes, o procedimento foi encaminhado para a Vara da Infância e da Juventude e foi representado pela internação cautelar também deles. Foi juntado no inquérito, através de informações, que um desses adolescentes não estaria mais aqui na cidade, tendo em vista que ele estaria sendo ameaçado pelos autores maiores."

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Source: G1

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