Candidata de 69 anos perde Enem após espera por ônibus em Cuiabá e adia sonho de cursar biomedicina

Waldylea das Dores Ferreira Moraes voltou a fazer o exame após 14 anos em 2025, mas não conseguiu ingressar na universidade. Neste domingo (8), ela chegou depois do fechamento dos portões.


  • Waldylea das Dores Ferreira Moraes, de 69 anos, perdeu o primeiro dia do Enem neste domingo (8), em Cuiabá. A candidata atrasou-se após a demora de um ônibus.

  • Moradora do Jardim Vista Alegre, ela esperou pela linha 410 no Centro. A prefeitura informou que ofereceu tarifa gratuita e disponibilizou 12 ônibus extras no dia.

  • Fisioterapeuta tentava vaga para biomedicina, sonho que busca desde 2025. Mesmo sem fazer a prova, ela garantiu: "Ano que vem estamos aí de novo".

Da esquerda à direita: candidata Waldylea Moraes em 2026 e em 2025, no mesmo local de prova em Cuiabá — Foto: Andrey Bonfim e Fernanda Deamo/g1

A candidata Waldylea das Dores Ferreira Moraes, de 69 anos, perdeu o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, neste domingo (8), em Cuiabá, após chegar atrasada ao local de prova por causa da demora de um ônibus. Ela tentava novamente uma vaga no curso de Biomedicina, depois de não conseguir ingressar na universidade no ano passado.

Moradora do bairro Jardim Vista Alegre, Waldylea contou que saiu de casa com antecedência, mas ficou esperando a linha 410 no Centro de Cuiabá. Segundo ela, o ônibus demorou mais do que o planejado, o que a impediu de chegar antes do fechamento dos portões.

"Cheguei atrasada por causa do 410. Fiquei esperando ele lá no Centro de Cuiabá. Apareceu vazio e só tinha eu dentro do ônibus. Eu sei dos horários, já sei que é padrão de Brasília e de Cuiabá, mas infelizmente não deu", relatou.

A Prefeitura de Cuiabá informou que, além da tarifa gratuita, disponibilizou 12 ônibus extras para atender os candidatos que fariam o Enem neste domingo. O g1 entrou em contato com a Associação Mato-Grossense dos Transportes Urbanos (AMTU) para saber se houve alguma intercorrência devido à demora relatada pela candidata, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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Sonho adiado mais uma vez

Apesar da tentativa, ela não ingressou na universidade. Segundo Waldylea, na época, também estava trabalhando e não queria deixar o emprego. A candidata contou que já fez diversos cursos, incluindo formações em microempreendedorismo, microempresa e turismo na antiga Escola Técnica Federal.

Mesmo com a frustração de não conseguir entrar no local de prova neste domingo, ela garantiu que não pretende abandonar o sonho de estudar biomedicina. "Ano que vem estamos aí de novo", afirmou.

Source: G1

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