Os filhos da idosa realizaram exames de DNA no início de setembro, no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana. No início desta semana, os laudos periciais foram liberados e, segundo a família, apontaram 99% de compatibilidade na identificação de Maria de Jesus como mãe dos examinados. Após a liberação do corpo, os familiares foram acompanhados por uma equipe funerária e organizam os trâmites para o sepultamento.

Na terça-feira (27), o hospital entrou em contato com os familiares para autorizar a retirada do corpo. Nesta quarta-feira (28), eles compareceram à unidade e conseguiram fazer a liberação.

Maria morava no povoado Cajueiro, na zona rural de Serrinha, no interior da Bahia. A família enfrentava dificuldades para sepultá-la porque o nome da mãe nos documentos dos filhos aparece como Maria Maximina Alves da Silva, enquanto na documentação da idosa consta Maria de Jesus.

Família enfrentou meses de espera

Documento de identificação consta "Maria de Jesus" como nome da idosa — Foto: Carlos Daniel | TV Subaé

A dificuldade para liberar o corpo começou no dia da morte, quando os familiares procuraram o hospital e foram informados sobre a divergência documental.

Em entrevista à TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, os parentes contaram que apresentaram documentos antigos, como registro de casamento e documentos da igreja, para tentar comprovar a identidade da idosa e o vínculo familiar.

Diante da falta de uma solução, a Defensoria Pública solicitou à Justiça a realização de exames de DNA.

A situação também mobilizou moradores do povoado Cajueiro, onde Maria era conhecida e frequentava uma igreja. Parentes e integrantes da comunidade chegaram a se reunir para pedir uma solução para o caso.

Internação e morte

Vítima ficou internada no Hospital Clériston Andrade — Foto: HGCA

Segundo a família, Maria passou cerca de 30 dias internada no Hospital Municipal de Serrinha por causa de problemas cardiorrespiratórios e pulmonares.

Com o agravamento do quadro de saúde, ela foi transferida para o Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, onde permaneceu por aproximadamente 15 dias e morreu em 26 de junho.

Em nota enviada anteriormente, a direção do HGCA informou que seguia a legislação vigente para a liberação de corpos e que aguardava a documentação necessária para comprovar o parentesco ou uma decisão judicial que autorizasse a entrega.

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Source: G1

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