Uma anta aproveitando um banho com o filhote, veados-mateiros passeando pela floresta e iraras circulando pela mata. Essas são algumas das cenas registradas por câmeras escondidas na reserva ambiental do Serviço Social do Comércio (Sesc) Roraima, na Serra do Tepequém, em Amajari, ao Norte de Roraima.

As imagens, divulgadas no dia 21 deste m, são da fase inicial do Programa de Monitoramento de Fauna do Sesc. A iniciativa utiliza câmeras automáticas, também chamadas de armadilhas fotográficas, para identificar as espécies que vivem na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Tepequém. O projeto busca reconhecer os horários em que os animais circulam e os locais que costumam frequentar.

⛰️ Localizada no município de Amajari, ao Norte do estado, a Serra do Tepequém é um dos lugares mais visitados por apresentar atrações como cachoeiras, um platô que chega a quase 1.022 m de altura e pelo clima ameno durante a noite, proporcionado pelas serras.

O Sesc instalou cinco câmeras ativadas por movimento e calor na reserva — Foto: Arquivo

Câmeras registram animais durante o dia e à noite

Ao todo, são cinco câmeras instaladas no perímetro de aproximadamente 54,6 hectares de floresta nativa protegida pelo Sesc Roraima desde 2001. Os equipamentos são conhecidos como câmera traps, ou armadilhas fotográficas, em pontos estratégicos da reserva.

As câmeras são acionadas por sensores de movimento e calor e registram a passagem dos animais sem a necessidade da presença de pessoas no local.

🐾 A equipe escolheu os pontos de instalação com base em sinais da presença da fauna, como pegadas, trilhas naturais, fontes de alimento e locais de acesso à água.

Segundo a bióloga e analista técnica de Educação Ambiental do Sesc Roraima, Jadna Alves, o programa surgiu da necessidade de conhecer melhor as espécies que vivem na área protegida.

"O principal objetivo é conhecer os animais que circulam nessa área preservada e entender como podemos trabalhar na conservação da fauna. Existe um ditado que diz que precisamos conhecer para conservar, e é justamente esse o sentido do nosso trabalho", explicou.

Os equipamentos também funcionam durante a noite e registram imagens em preto e branco, o que permite observar espécies de hábitos noturnos. A proposta do monitoramento é organizar um banco de dados que possa financiar pesquisas científicas, atividades de educação ambiental e estratégias de conservação.

A presença de animais como a anta também tem importância para o equilíbrio da floresta. A espécie contribui para a dispersão de sementes, processo que auxilia na regeneração da vegetação.

Source: G1

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