Além do caso da academia, o MPT investiga outras duas denúncias de assédio eleitoral ocorridas no segundo turno na cidade:

  • Uma grande empresa de logística que informou que retirará horas do banco de horas daqueles trabalhadores que saíram para votar no domingo (25);
  • Um estacionamento em que funcionários foram constrangidos com comentários depreciativos a respeito de suas posições políticas.

Os nomes das empresas não foram divulgados por se tratar de uma fase inicial da investigação.

Políticos e influenciadores incentivam demissão e boicote após eleição presidencial — Foto: Reprodução

Prática ilegal

Ameaças de demissão, dispensas, recusa de contratação e outras retaliações motivadas pelo voto dos trabalhadores configuram crime de assédio eleitoral e podem ser investigadas pelo MPT.

A liberdade de escolha política deve ser respeitada no ambiente profissional, ressaltou Marina Tramonte, procuradora e coordenadora regional da Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade).

"A autoridade do empregador restringe-se aos limites da atividade econômica. A consciência e a escolha eleitoral do funcionário continuam soberanas. Rescindir contratos de trabalho com base em preferências ideológicas é uma prática ilegal que será combatida pelo MPT", afirma.

MPT recebe 80 denúncias de assédio eleitoral no interior de SP após segundo turno

MPT recebe 80 denúncias de assédio eleitoral no interior de SP após segundo turno

Alta de denúncias pós-votação

De acordo com dados do MPT da 15ª Região, que abrange 599 municípios do interior paulista, houve um salto expressivo nas notificações após a votação de domingo.

Das 23h59 do último domingo até as 9h30 desta quarta-feira (28), foram registradas 80 denúncias, montante que correspondia a 37% de todas as 216 denúncias recebidas pela regional ao longo do ano de 2026. No fim da tarde, às 16h, o total de denúncias acumuladas pós-segundo turno subiu para 142 casos.

Segundo o órgão, o volume chama a atenção para a continuidade das práticas de assédio mesmo após o fim da votação, impulsionadas por publicações em redes sociais que incentivam empresários a demitir trabalhadores que votaram em determinado candidato.

Como denunciar

O MPT recomenda que, para contribuir com as apurações, as vítimas guardem provas como capturas de tela de mensagens e de publicações em redes sociais, áudios, gravações de tela e informações sobre possíveis testemunhas.

Agora no g1

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Source: G1

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